Dados Biográficos

PAULO BRASIL D’URSO

1929 – 2010


Nasceu em 14 de fevereiro de 1929 no Bom Retiro em São Paulo, Capital, filho de Umberto D’Urso e Hercília Giudice D’Urso, teve formação Humanista, foi Advogado, Jornalista, Pesquisador, Teólogo, Filósofo e Poeta.

Descendia de nobres e tradicionais famílias italianas que se fixaram no Brasil, em dias atuais já contados mais de dois séculos, e que ajudaram ao desenvolvimento e progresso desta terra, que Paulo sempre a definia, "bendita e acolhedora".

Estudou as primeiras letras no Instituto Dom Bosco e posteriormente ingressou no Liceu Coração de Jesus e no Colégio Carlos Gomes.

Cursou Direito pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco e fez vários curso de extensão universitária ligados ao ramo do Direito, da História de São Paulo, da História do Brasil e ao Jornalismo.

Atuou por mais de quarenta anos como advogado e como jornalista escreveu para inúmeros veículos da Capital e do Interior, entre eles os antigos Folha da Tarde, Jornal da Tarde, Diário Popular, Popular da Tarde, A Pérola de Vargem Grande do Sul, O Imparcial de Aguaí e Jornal do Bom Retiro, entre outros.

Leitor voraz, desde criança sempre teve gosto pela escrita, encontrando sua satisfação nessa nobre arte.

Como fruto do ofício de advogado e jornalista, aperfeiçoou o gosto pela escrita, tendo deixado inúmeros poemas, contos e pesquisas históricas e jurídicas, regularmente publicados no Anuário de Poetas do Brasil e no Anuário de Escritores do Brasil, bem como nos jornais para os quais escrevia.

Dedicou-se de alma, corpo e coração à família e às causas da Igreja Católica, tendo sido o autor da primeira oração oficial dedicada a Santo Expedito e viu sua causa ser glorificada quando a devoção ao santo, até então de poucos, ganhou a mídia na voz de Eli Correa e tornou-se popular no estado de São Paulo, atraindo milhares de pessoas.

Nesse caminho seguiu trabalhando incansavelmente em conjunto com o Convento da Luz, pela causa da canonização da fundadora da Ordem da Irmãs Concepcionistas da Imaculada Conceição, Santa Beatriz da Silva e Menezes.

Após assistir a mais esta vitória, voltou-se para a causa da Beatificação do então Servo de Deus Frei Antonio de Santanna Galvão, o Frei Galvão, atuando como articulista da causa da sua Beatificação e posterior Canonização.

Na ocasião da vinda do Papa Bento XVI para a missa de Canonização de Frei Galvão, já abatido pela doença cardíaca, fisicamente não mais suportava estar atuando pela causa e não esperava comparecer a cerimônia, quando recebeu de forma inesperada o convite e emocionado fez um único comentário, “foi o santo que mandou me convidar”.

Como poeta, contou em versos a viagem bíblica do jovem Tobias, guiado pelo arcanjo Rafael, em livro que chamou “A Viagem Maravilhosa de Tobias” e a vida de Santa Beatriz da Silva e Menezes em outro denominado “A Epopeia de Beatriz”; ambos, após serem publicados tiveram a renda da edição inicial totalmente revertida ao Convento da Luz em São Paulo.

Escreveu ainda o poema "A Balada da Dama de Vermelho", o conto "O Carnaval de Ontem e de Hoje", o livro "Do Trono ao Altar" e também inúmeros trabalhos de pesquisa sobre História do Brasil, História Universal e História Bíblica.

Foi membro da Academia de Letras de Uruguaiana, da Associação Uruguaianense de Escritores e Editores, do Clube de Poesia de Uruguaiana, do Instituto Histórico e Geográfico de Uruguaiana, da Academia de Letras da Fronteira Sudoeste do Rio Grande do Sul, da Academia Internacional de Heráldica e Genealogia, da Academia Internacional de Ciências Humanísticas, do Clube Internacional da Boa Leitura, do Centro de Estudo e Difusão Cultural "Romaguera Corrêa", da União dos Ex Alunos de Dom Bosco, da Academia de Filosofia, Ciências e Letras de Anápolis.

Em 13 de junho de 1980, recebe a Cruz do Mérito Cívico e Cultural,
na foto, ao lado do sobrinho e afilhado Fabio Luiz
Pertenceu a Associação Paulista de Imprensa e a Ordem dos Advogados do Brasil, inscrito na Subseção de São Paulo.

Recebeu o título de Companheiro da Ordem Dinástica de Olmos e da Ordem do Campeador com Menção Honrosa.

Seu grande orgulho era ter recebido como homenagem da Sociedade Brasileira de Heráldica e Medalhística, a Cruz do Mérito Cívico e Cultural, reconhecida pelo Ministério da Educação e Cultura.

Outro reconhecimento que recebeu foi ter suas poesias “Ave Maria” e "Jesus Nasceu" musicadas pelo maestro Nilson Lombardi.

Nos últimos anos de vida viu cerceado pela doença o gosto pela escrita e pela pesquisa, mas ainda teve forças de realizar o levantamento histórico da centenária Igreja de Nossa Senhora Auxiliadora, no Bom Retiro, e sua última luta e derradeiro sonho, era ver essa igreja elevada à condição santuário pela devoção dedicada à santa.

Esse sonho não chegou a ver realizado, foi chamado as 23.50h, do dia 29 de dezembro de 2010, aos 81 anos, em decorrência de uma parada cardíaca, não sendo casado ou tendo filhos, deixou muitas saudades em seus amigos, em seus parentes, em suas irmãs, irmão e sobrinhos, tendo sido definido em seu velório pelos sacerdotes que lá estiveram, como um santo anônimo e popular da Igreja Católica, foi sepultado no Cemitério da Consolação.

Sua missa de sétimo dia foi as 19 horas de 4 de janeiro de 2011 na Igreja Nossa Senhora Auxiliadora, Rua Três Rios 75, Bom Retiro, São Paulo, (Metrô Tiradentes).

Também as 19 horas, no dia 5 de janeiro de 2011, na Igreja Senhor Bom Jesus, em Aguaí/SP, ocorreu uma missa mandada celebrar em respeito a sua memória.


2 comentários:

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